Por Aíres Lacerda
Agosto chega, e com ele o segundo domingo do mês, dia em que se comemora o Dia dos Pais aqui no Brasil. Uma data cercada de homenagens, comerciais emocionantes e lembranças compartilhadas nas redes sociais. Mas, para muitos, o Dia dos Pais não é um momento de celebração, é um gatilho. E esse gatilho revela muito mais do que apenas uma saudade: revela feridas abertas, histórias interrompidas e silêncios que ecoam até a vida adulta.
Talvez você tenha tido um pai ausente. Não apenas aquele que não morava na mesma casa, mas aquele que, mesmo presente fisicamente, nunca olhou nos seus olhos com orgulho, nunca disse que te amava ou que estava ali por você. A ausência afetiva é uma das dores mais silenciosas e normalizadas da nossa cultura, mas é também uma das que mais moldam nossas emoções, escolhas e relações.
**O peso que não era seu, mas você carrega
Quando faltou pai, sobraram cargas. Sobraram inseguranças, medos, culpas e esforços exagerados para ser “bom o suficiente”. Muita gente passa a vida tentando provar seu valor, muitas vezes sem perceber que o que está tentando é receber o reconhecimento que não veio daquele homem que deveria ter sido o primeiro a mostrar amor.
E isso não é apenas emocional. A ciência e a epigenética já mostram que traumas emocionais podem se manifestar no corpo, gerando doenças psicossomáticas, alterações hormonais e comportamentos autossabotadores.
Você não tem culpa pela dor que recebeu. Mas pode escolher não continuar a carregar essa dor.
**O pai emocional que falta por dentro
A ausência de pai não termina quando crescemos. Muitas vezes, ela se internaliza. Nos tornamos adultos que não sabem se acolher, se proteger ou se valorizar. A figura paterna, no mundo emocional, representa estrutura, segurança, capacidade de se posicionar e dizer “não” quando necessário. Quando isso falha na infância, crescemos sem referência. E essa referência precisa ser reconstruída internamente.
**Ferramenta prática: A carta de reprogramação emocional
Vamos a uma ferramenta simples e transformadora para começar esse processo:
Pegue papel e caneta. Escreva uma carta para o seu pai (ou para a figura paterna ausente), mesmo que ele já tenha partido. Diga tudo o que ficou preso: a saudade, a raiva, a decepção, a carência. Não filtre, coloque para fora tudo que estiver guardado.
Depois, escreva uma segunda parte: diga ao seu pai que você escolhe não mais viver a partir dessa dor. Que você se liberta da esperança de que ele mude ou volte. E que a partir de agora, você assume o papel de adulto que se acolhe e se protege.
Leia essa carta em voz alta para você mesmo, em um ambiente seguro. Respire profundamente. Sinta as emoções virem. E ao final, diga:
“Eu honro a vida que recebi. Eu me liberto da dor que ficou. Eu escolho viver com leveza, autonomia e paz.”
Essa ferramenta simples é uma forma de acessar e ressignificar memórias dolorosas, permitindo que sua mente comece a criar um novo padrão de percepção.
**Quando o corpo sente o que a alma cala
Não raro, pacientes que viveram rejeição ou abandono paterno desenvolvem problemas como compulsão, ansiedade, enxaquecas, baixa autoestima, dificuldades nos relacionamentos e sintomas no intestino e sistema hormonal.
A reprogramação emocional permite identificar a origem desses padrões, limpando as crenças limitantes, liberando memórias traumáticas e restaurando o senso de segurança interna. Quando aliada a terapias integrativas e suplementação individualizada, os resultados são mais rápidos e duradouros.
**Você pode curar isso
Não importa a sua idade. A dor de não ter tido um pai pode ser curada! Você pode se libertar da culpa, da carência, da necessidade de agradar, aprender a dizer não. Pode aprender a se amar com profundidade. A se proteger com firmeza. A se colocar no mundo com autoestima.
Talvez o Dia dos Pais seja para você um lembrete triste. Mas ele também pode ser o início de uma nova escolha: a de transformar o gatilho em cura.
Se essa reflexão tocou você, saiba que o meu método une reprogramação emocional, terapias integrativas e suplementação personalizada para que você tenha resultados reais, profundos e sustentáveis. Faça terapia comigo e comece a construir uma nova relação com você mesmo.
Com carinho,
Aíres Lacerda
Terapeuta Integrativa | Especialista em Reprogramação Emocional
📱 Instagram: @aireslacerda.terapeuta
📞 WhatsApp: (71) 9 9174-9192
Referências:
Matérias e estudos sobre epigenética e trauma: Bruce Lipton, Gabor Maté.
Psicossomática: Lise Bourbeau, Cristina Cairo.
Neurociência emocional: Dr. Joe Dispenza, Daniel Goleman.
Experiência clínica da autora com diversos pacientes ao longo dos anos de atendimento.



