Por: Ana Lucia Reis
@nutri.anareis
O período das eleições é marcado por escolhas, expectativas e opiniões diferentes. Para muitas pessoas, também pode ser um momento de ansiedade, estresse e preocupação. O excesso de notícias, as discussões nas redes sociais e os conflitos políticos podem afetar o humor, o sono e a relação com a comida. Diante disso, cuidar da alimentação é uma maneira de fortalecer a saúde e cultivar o bem-estar.
Como a alimentação pode nos ajudar a atravessar esse período com mais equilíbrio?
Uma alimentação saudável não elimina a ansiedade, mas fornece nutrientes essenciais para melhor funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. Por isso, investir em alimentos naturais e variados é uma atitude importante de autocuidado.
Em períodos de maior ansiedade, vale dar preferência a alimentos nutritivos e variados, além de criar momentos tranquilos para se alimentar.
O que colocar no prato para cuidar do corpo e das emoções?
– Banana, aveia e castanhas: fornecem vitaminas do complexo B, fibras, magnésio e outros nutrientes importantes para o organismo. São ótimas opções para o café da manhã ou os lanches.
– Abacate, sementes de abóbora e folhas verde-escuras: oferecem magnésio e outros nutrientes envolvidos no funcionamento muscular e nervoso.
– Sardinha, salmão e outros peixes ricos em ômega-3: fornecem gorduras importantes para a saúde cerebral. Chia e linhaça também oferecem ômega-3 de origem vegetal.
– Ovos, leite e iogurte natural: fornecem proteínas e nutrientes que participam de diversas funções do organismo, incluindo processos relacionados ao sistema nervoso.
– Feijão, lentilha e grão-de-bico: são fontes de proteínas vegetais, fibras, vitaminas do complexo B e minerais que contribuem para uma alimentação equilibrada.
– Laranja, kiwi, mamão e outras frutas: fornecem vitaminas, fibras e compostos antioxidantes importantes para a saúde. Variar as frutas é melhor do que apostar em um único alimento.
– Espinafre, couve e brócolis: contribuem com folato, magnésio e outros micronutrientes necessários ao funcionamento adequado do organismo.
– Chocolate amargo: pode ser apreciado em pequenas porções, conforme as preferências individuais. Embora possa proporcionar prazer ao comer, não há evidência suficiente para considerá-lo um calmante.
– Chá de camomila: pode integrar um ritual relaxante antes de dormir ou durante uma pausa no dia. Algumas pesquisas sugerem possíveis benefícios para a ansiedade, mas as evidências ainda são limitadas.
– Leite morno: para quem aprecia e tolera bem, pode fazer parte de uma rotina noturna acolhedora. Não é um calmante comprovado, mas o ritual de desacelerar pode favorecer o relaxamento.
E o que mais ajuda a acalmar o organismo?
Além de escolher bons alimentos, mantenha refeições regulares, beba água, modere o café e os energéticos e procure dormir bem. Comer devagar, respirar profundamente e fazer pausas nas notícias também pode ajudar a reduzir a tensão.
Afinal, nenhuma disputa política deve custar a nossa saúde, a nossa paz ou o carinho pelas pessoas que amamos.
As eleições passam, os resultados chegam, mas o compromisso com a saúde precisa continuar. Que possamos exercer a cidadania com consciência, respeitar as diferenças e fazer escolhas que contribuam para uma convivência mais harmoniosa.
Que, em meio a tantas opiniões e emoções, não nos esqueçamos do essencial: alimentar o corpo com qualidade, acolher nossas emoções e preservar aquilo que nos faz bem.
Alimente o corpo, cuide das emoções e preserve a sua paz!
Importante: nenhum alimento age como um calmante imediato ou substitui o tratamento da ansiedade. O benefício está no conjunto dos hábitos e em uma alimentação equilibrada, variada e adequada às necessidades individuais.
*Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.
Sou Ana Lucia Reis, nutricionista especialista em Nutrição Clínica e Gestão da Saúde. Atualmente, realizo atendimentos nutricionais nas modalidades online e domiciliar, atuo como nutricionista voluntária no Projeto Bom Samaritano e também sou colunista do Portal Som de Papo.



