Por Rony Cysney
@ronycysney
A morte de Juca de Oliveira, aos 91 anos, neste sábado (21), marca a despedida de um dos artistas mais importantes da história recente do teatro nacional. Ator, autor e diretor, ele construiu uma carreira de mais de seis décadas nos palcos e atravessou diferentes fases do teatro brasileiro — do teatro político dos anos 1960 às grandes comédias de público das décadas seguintes.
A carreira profissional de Juca começou no lendário TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), um dos centros mais importantes da renovação teatral brasileira no século 20. No grupo, participou de montagens marcantes, como A Semente, de Gianfrancesco Guarnieri, e A Morte do Caixeiro Viajante, clássico de Arthur Miller.

Nos anos 1960, Juca passou a atuar no histórico Teatro de Arena, ao lado de nomes como Augusto Boal, Paulo José e novamente Gianfrancesco Guarnieri. No Arena, participou de montagens fundamentais para o teatro brasileiro, como Eles Não Usam Black-Tie, obra que se tornaria um marco da dramaturgia nacional e da resistência cultural em meio à censura da ditadura militar. Nesse contexto, Juca também enfrentou perseguição política e chegou a se afastar do país por um período.
Embora tenha se consagrado como ator dramático, Juca também se destacou como autor de peças que conquistaram grande público. Com companhia própria e produção independente, escreveu e protagonizou diversas comédias de sucesso.

Um artista que nunca abandonou o palco
Mesmo após conquistar grande projeção na televisão brasileira, em novelas como Saramandaia, O Clone e Avenida Brasil, Juca de Oliveira nunca se afastou do teatro — que considerava sua verdadeira casa artística.
Ao longo da carreira, atuou em cerca de 60 peças, escreveu diversos textos e também dirigiu montagens, sempre defendendo um modelo de produção independente em que o teatro se sustentasse pela relação direta com o público.
Mais do que uma trajetória longeva, Juca de Oliveira ajudou a atravessar e a contar diferentes momentos da história cultural do Brasil.
Entre o teatro engajado dos anos 1960 e as comédias que conquistaram plateias nas décadas seguintes, construiu uma carreira marcada pela defesa da arte, da palavra e da presença viva do palco, deixando um legado que permanece na memória do teatro brasileiro.
Fonte de pesquisa e das fotos: noticias.r7.com / band.com.br /
Rony Cysney – Formado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Pessoas, Rony Cysney é Professor, Administrador, Comunicador, Apresentador, Editor, Compositor, Poeta e Escritor. Atualmente, é Produtor e editor dos Programas “Conversando Abobrinha”, “Pod ou Não” e “Na Roda Gigante com Rony Cysney”, todos na REDE SDP TV (Streaming). Está compondo músicas e escrevendo poesias. Também está executando o projeto “Conversando Abobrinha”, aprovado em junho deste ano, pela Secretaria de Cultura de Olinda-PE, através da Política Nacional Aldyr Blanc de incentivo à cultura.




Maravilha! Rony Cysney parabéns, pelo belíssimo trabalho com escritir, jornalista, autor, poeta, compositor. 👏👏👏👏👏👏