Por Leandro Liz Psicanalista
@leandrolizpsicanalista
Quando falo do masculino aqui não estou falando apenas de homem ou de biologia. Estou falando de uma posição psíquica. De um modo de se colocar diante do desejo, do amor, da falta, do poder e da vulnerabilidade.
Muitas pessoas aprendem cedo que o masculino precisa resolver. Sustentar. Controlar. Não demonstrar medo. Não pedir ajuda. Não mostrar fragilidade.
Mas o sujeito não cabe inteiro nesse lugar.
Por trás da força pode existir medo. Por trás da conquista pode existir necessidade de reconhecimento. Por trás do excesso de desejo pode existir vazio. E por trás do silêncio pode existir algo que ainda não encontrou palavras.
Na psicanálise o masculino não é uma definição pronta. Cada sujeito constrói sua relação com esse lugar a partir da própria história. Dos vínculos. Das faltas. Do modo como aprendeu a amar e a ser amado.
Talvez o ponto não seja definir o que é ser masculino.
Talvez seja escutado quanto desse lugar foi escolhido e quanto foi assumido para corresponder ao olhar do outro.
Se esse tema toca sua história, agende uma avaliação psicanalítica terapêutica on-line.



