Por Gilânio Calixto
Hoje é vespera da considerada maior eleições do país, pois não estaremos escolhendo neste pleito apenas representantes locais, mas sim, nacionais, regionais e também municipais, por que não dizer assim? Isso mesmo, os deputados estaduais estão presentes nos resultados da sua cidade onde você reside. E assim é triste eu falar aqui, mas me permitam: Quanto vale o seu voto? Sabemos que no Brasil, infelizmente, é uma prática ilegal muito comum nas épocas eleitorais.
Essa parece uma pergunta simples. Mas, quando alguém oferece dinheiro, um benefício, um favor ou uma promessa em troca de um voto, talvez seja preciso fazer uma pergunta ainda mais profunda:
Quanto custa para uma sociedade vender a própria liberdade?
A compra de votos não compra apenas uma escolha na urna. Ela tenta comprar a consciência, a esperança e o futuro de uma comunidade. O dinheiro recebido hoje pode desaparecer amanhã. A promessa pode nunca ser cumprida. Mas as consequências de uma escolha eleitoral corrompida podem permanecer por anos. É por isso que a compra de votos não é um simples negócio entre duas pessoas. Ela atinge a todos e produz a doença da corrupção em todas áreas impedindo o desenvolvimento.
A legislação eleitoral trata como ilícita a oferta, promessa ou entrega de vantagem ao eleitor com a finalidade de obter seu voto; o Código Eleitoral também prevê como crime dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber vantagem para obter ou dar voto. Mas existe uma consequência que nenhuma lei consegue medir completamente:
Quando o voto é vendido, não se entrega apenas um pedaço de papel ou uma escolha. Entrega-se a possibilidade de decidir livremente o próprio futuro. Quem compra um voto pode estar pensando na eleição de hoje. Quem vende pode estar pensando na necessidade de hoje. Mas a sociedade inteira pode pagar a conta amanhã. Por isso, antes de aceitar qualquer vantagem, talvez devêssemos lembrar:
O voto de cada cidadão vale muito mais do que qualquer dinheiro colocado em sua mão. Vale a escola que seu filho merece. Vale o atendimento de saúde que sua família precisa. Vale a segurança da sua comunidade. Vale o emprego, a dignidade e as oportunidades de quem ainda nem nasceu. Não existe dinheiro suficiente para comprar um futuro digno. E fica a reflexão: Se o seu voto tem o poder de ajudar a decidir o futuro de uma cidade, de um estado ou de um país, será que ele realmente tem preço?
Talvez a maior riqueza de um eleitor não esteja naquilo que ele pode receber antes da eleição. Está na liberdade de escolher sem vender a própria consciência.
Isso é algo muito sério!!
Todos nós somos responsáveis.
Pense nisso!!!
Gilanio Calixto Velez
Advogado e Professor
Advogado especialista em Direito Previdenciário e em Direito de Familia
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Fontes:
– Propria Autoria
– Imagem: Internet – JUS BRASIL.



