Por Ramon Henrique
É descobrir que você não ama gênero, você ama pessoa, é olhar além do corpo, além do que está no documento, é se apaixonar pelo olhar, pela risada, pelo jeito de cuidar.
Pelo abraço que acolhe, muita gente vai dizer que você está confuso, que é bi, que é pan, que é indeciso, que quer ficar com todo mundo, mas só você sabe o que sente no peito quando o coração acelera.
Ser trisexual não é sobre quantidade, é sobre liberdade, é sobre não se prender em rótulo que a sociedade criou pra te controlar, é poder amar um homem com toda intensidade, amar uma mulher com toda intensidade, amar uma pessoa trans, uma pessoa não binária com a mesma intensidade.
Porque o amor não pergunta o que tem entre as pernas, o amor pergunta o que tem dentro do coração, e ser trisexual com orgulho na Bahia, no Brasil, é um ato de coragem gigante, é dizer eu existo, eu amo livre, eu não vou me esconder, eu não vou pedir desculpa por amar de um jeito que vocês não entendem.
Meu amor é válido, minha identidade é válida, e eu vou continuar amando quem eu quiser, do jeito que eu quiser, com orgulho, com respeito e com muito amor.
Texto: Ramon Henrique
Instagram:@ramonhenriquee
Crédito Fotográfico: coletivo de gênero
Fonte: UOL/Terra/revista IstoÉ/ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

