Por Dora Paiva
O título da nossa pauta, nos traz uma série de questionamentos, que gravitam sobre a cabeça de muitos de nós. Como ele mesmo afirma, essa é uma grande Batalha Titânica. E isso acontece com muito mais frequência, de que podemos imaginar. É um contexto pessoal e individualizado, que aos poucos vai se tornando um peso absurdo, para a vida de alguém. É como se fosse uma espécie de mutilação, onde o que é Verdadeiro, abre o espaço para a infiltração do Camuflado. Aí vocês me perguntam: Como isso é possível? Como lidar com essa situação?
Esse é um movimento que acontece, pelo fato de uma pessoa demonstrar, sustentar e apresentar, para os outros, aquilo que verdadeiramente ele não é. Diga-se de passagem, trata-se de uma imensurável violência para qualquer pessoa, gerando por consequência nessas pessoas, um gigantesco desgaste psicoemocional. E quando esse quadro é instalado, ele vem sempre acompanhado de uma sintomatologia desgastante, exaustiva e até perigosa. E isso se dá em razão, dela desenvolver entre os que vivenciam esse quadro, a desagradável sensação de estar interpretando uma personagem e assim vai ocultando a sua verdadeira identidade.
Em recente entrevista, o cantor Junior Lima, que fazia dupla com a irmã Sandy, teceu alguns comentários , sobre essa situação que estamos abordando. E o que mais chamou atenção de todos nessa entrevista, foram as sua colocações sobre a pressão gigantesca que ele sofreu, entre os seus 20 e 30 anos. Revelou ainda, que durante esse período, ele teve inúmeras crises de pânico, decorrente do alto nível do estresse e da ansiedade desenvovidas.
A fama, o sucesso, a mídia e a própria sociedade faz cobranças às pessoas de um modo geral, incluindo nesse bloco os artistas de um modo geral. São cobradas, posturas, condutas e posicionamentos, que vão na maioria das vezes, contrários e diferentes do indivíduo. Eles traçam um perfil da perfeição, com um modelo de candura irretocável. Como ele mesmo citou na entrevista, havia um vazio no seu interior. Havia uma batalha interna, por ter que demonstrar algo que não era verdadeiro e real. Era uma jogada artesanal, para atender a essas estruturas impostas. Dessa forma a sua essência estava camuflada. Como poderemos ajudar alguém nesse contexto?
E é justamente nesse momento que a Famosa Rede de Apoio, entra em campo em busca de um atendimento psicoterapêutico. A família é grande parceira, é um imenso reforço. O núcleo familiar, exerce um poder extraordinário, os vitimados por essa condição.No caso do Júnior Lima, ele relata que os seus pais foram essenciais, para a superação do quadro, principalmente a sua mãe Noely, cujo trabalho foi de extrema relevância para a superação do quadro.
Por hoje ficamos por aqui, pois na próxima semana, teremos a continuação. Nela iremos detalhar as consequências que podem advir, com a prática dessa condição. No mais, pense nisso carinhosamente. Namastê!
Texto autoral, redigido para apresentação no workshop sobre O Homem Integral sob Ótica Quântica, realizado em Novembro/2025, no município de São Sebastião do Passé – Bahia.
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