Por: Clariana Grosso
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Setembro chegou trazendo a cor amarela e, com ela, um convite importante: olhar com mais atenção para a nossa saúde emocional e para as pessoas que estão ao nosso redor.
O Setembro Amarelo é um período de conscientização sobre a prevenção do suicídio, mas falar sobre o tema não precisa significar falar apenas sobre dor. Também podemos falar sobre acolhimento, escuta, cuidado e esperança.
Na correria da vida cotidiana, muitas vezes perguntamos “Está tudo bem?” de maneira automática. E, nem sempre, queremos ouvir a verdade ou estamos prontos para a resposta. Faço um convite a você leitor. Tente desacelerar neste mês, olhar nos olhos se possível de quem você realmente quer bem, seja firme e verdadeiro na pergunta: “Como você está?”
Na maioria das vezes, as pessoas sentem vergonha, receio, desconforto para falar sobre suas emoções e sentimentos, mesmo quando é para alguém que já conhece, imagine para alguém desconhecido.
Escutar alguém não significa ter todas as respostas ou encontrar imediatamente uma solução. Às vezes, estar presente, sem julgamentos e sem minimizar aquilo que o outro sente, já faz com que a pessoa se sinta cuidada, importante e valorizada..
Também precisamos lembrar que cuidar da saúde mental não deve acontecer somente quando chegamos ao nosso limite. Assim como cuidamos do corpo, podemos aprender a reconhecer nossas emoções, respeitar nossos limites, conversar sobre aquilo que nos incomoda e buscar ajuda quando necessário.
Na psicoterapia, por exemplo, encontramos um espaço de escuta onde sentimentos, conflitos, medos e angústias podem ser acolhidos e elaborados. É um espaço sem julgamentos, no qual o paciente pode cuidar das suas feridas. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É reconhecer que ninguém precisa enfrentar tudo sozinho.
Desejo que o Setembro Amarelo possa ir além de uma campanha no calendário. Que seja para nos lembrar, durante todo o ano, que uma conversa pode abrir espaço para o acolhimento, uma escuta pode diminuir a solidão e um pedido de ajuda pode ser o começo de um novo caminho.
Imagem criada pela IA
Sou psicóloga clínica há 20 anos, tenho experiência em atendimentos de depressão, ansiedade e crise de pânico.



